sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Estado pede ajuda para reduzir percentual de crianças de até oito anos que não sabem ler


Lançado nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff, o projeto para reduzir o percentual de crianças de até oito anos não alfabetizadas no país — que é de 15,2% — terá de receber incentivos federais para se efetivar no Rio Grande do Sul.
Carente de recursos, o Estado pediu ajuda à União para dar conta dos cerca de R$ 10 milhões necessários à participação de professores em dois anos de cursos de formação no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.
Os valores são referentes a diárias e transporte para o deslocamento dos professores estaduais aos polos de formação, que são universidades federais parceiras, como a UFPel (Pelotas) e UFSM (Santa Maria). Os cursos começarão em fevereiro de 2013. De acordo com o secretário estadual da Educação, Jose Clovis Azevedo, a realidade do Rio Grande do Sul é distinta porque mantém uma grande rede de escolas de Ensino Fundamental, que, em outros Estados, é responsabilidade dos municípios.
— Esse plano do governo federal vai nos criar uma despesa extra. Por isso, fomos ao MEC (Ministério da Educação) reivindicar que tenhamos recursos. Tivemos a promessa do governo federal de apoio financeiro, apesar de não se comprometer com números — disse o secretário.
Azevedo defendeu que o Ensino Fundamental estadual está bem. No país, o Estado é o terceiro com menor índice de crianças de oito anos não alfabetizadas, com 6,7%. Para se ter uma ideia, há 10,6 mil crianças de oito ou nove anos analfabetas no Rio Grande do Sul, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O principal eixo do pacto é a formação continuada de 360 mil professores alfabetizadores. O objetivo do MEC é alfabetizar plenamente 8 milhões de alunos, com investimento inicial de R$ 2,7 bilhões.

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