terça-feira, 24 de julho de 2012

BLOQUEIO DAS RODOVIAS PODE GERAR MULTA DE 50 MIL REAIS.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) conquistou uma liminar, na noite desta terça-feira, que proíbe os caminhoneiros do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) de interromperem ou causarem congestionamento em rodovias federais. A Justiça Federal impôs uma multa de R$ 50 mil por hora, acatando ação da Advocacia Geral da União (AGU).

Após ser informado da decisão, o representante na região Metropolitana de Porto Alegre do MUBC, Osmar Lima, apelou para que os colegas mantenham a paralisação até pelo menos segunda-feira. O outro líder do MUBC no Estado, sitiado em Santa Maria, Marco Antônio Scherer, salientou que muitos colegas já estão parados e quem insistir em trabalhar deve quebrar financeiramente, mas que cada empresário ou autônomo deve tomar sua decisão, baseado em seu balancete. Segundo as lideranças, a paralisação é de 24 horas, mas pode ser ampliada. A orientação é para os caminhoneiros ficarem parados em postos de combustíveis ou que não saiam de suas residências. 

O chefe do setor de Comunicação Social da PRF, inspetor Alessandro Castro, acredita que a decisão judicial mostra para os caminhoneiros que pretendiam parar e bloquear o trânsito que isso não é possível. Segundo ele, a PRF não vê problemas nos caminhoneiros ficarem parados, no entanto, eles não podem bloquear as estradas. 

Temendo interrupções nos trechos gaúchos, a concessionária Univias ingressou na Justiça e obteve liminares para as rodovias dos polos Metropolitano e de Lajeado, com previsão de multa ao Movimento União Brasil Caminhoneiro caso a manifestação prejudique o fluxo nos trechos pedagiados das BRs 116, 290, 153, 386 e das ERSs 040, 784, 474, 130, 129 e 128. A concessionária ainda tenta, na Justiça, estender a medida para as vias do Polo de Caxias do Sul. A Polícia Rodoviária Federal também ingressou com uma liminar buscando impedir manifestações que interrompam o tráfego, mas até o momento o pedido não foi julgado. 

O MUBC protesta contra alterações propostas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na lei 12.619, a chamada Lei do Motorista, que vai aumentar o controle sobre os abusos de jornada a que são submetidos os caminhoneiros, sejam eles autônomos como empregados. O presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul (RS) e de Santa Catarina (SC) acredita que o momento é de negociação e não de paralisação.

O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio César Longo, acredita que a maioria dos caminhoneiros não deva aderir ao movimento. Segundo ele, o consumidor pode ser prejudicado com a falta de oferta de produtos perecíveis, cujo estoque é menor. Segundo Longo,´para os demais produtos, os supermercados trabalham com estoque de cerca de 20 dias.FONTE RADIO GUAIBA.

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