O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou indícios de superfaturamento de mais de R$ 13,5 milhões nas obras de duplicação da BR-386, em um trecho de 34 quilômetros entre os municípios de Tabaí e Estrela, no Vale do Taquari.
A maior parte do valor apurado - R$ 9 milhões - decorre da superestimativa de terraplenagem e da diferença entre as distâncias médias de transporte de material executadas e as remuneradas ao consórcio responsável, formado pelas empresas Conpasull, Cotrel, Iccila e Momento.
Também foram questionados R$ 4,6 milhões referentes ao cálculo das distâncias de transporte nos serviços de terraplanagem e proteção da rodovia.
As supostas irregularidades equivalem a 8% do orçamento da obra, de R$ 170 milhões.
O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) no Rio Grande do Sul, Vladimir Casa, criticou a postura do TCU de, primeiro, divulgar a notícia à imprensa e depois comunicar o órgão responsável pela obra. Ainda conforme Casa, de cada dez apontamentos feitos pelo TCU, sobre as supostas irregularidades, pelo menos oito são explicadas depois de virem à tona na imprensa. O superintendente, ainda assim, fala que vai aguardar a chegada do relatório para se pronunciar oficialmente.
O TCU deu prazo de 15 dias, a partir da notificação, para que os responsáveis pela aprovação e revisão do projeto, além das empresas participantes do consórcio, se manifestem.
FONTE. R. GUAÍBA.
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