Deve ser entregue ao ministro da Saúde Alexandre Padilha, até o fim da semana, um estudo com a proposta conjunta dos Conselhos Regionais de Medicina do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina para o enfrentamento da gripe A em 2013. De acordo com o presidente do Cremers, Rogério Aguiar, os representantes das entidades propõem que sejam enviadas mais doses da vacina ao Sul do País e que a imunização atinja a maior parte da população.
Segundo dados do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), a região concentrou, nos últimos anos, 80% dos casos da doença. Em 2012, o Rio Grande do Sul já registra 46 óbitos em função do vírus H1N1. No Paraná, a Secretaria Estadual de Saúde anunciou mais duas mortes, elevando para 25 o total de óbitos. Com as 62 em Santa Catarina, subiu para 133 o total de mortes desde janeiro na região Sul. Nos três estados, foram registrados até agora 1,9 mil casos da doença: 899 no Paraná, 685 em Santa Catarina e 316 no Rio Grande do Sul. Ainda assim, o total de mortes registradas até o momento na Região Sul equivale a 16,9% do que foi verificado em 2009, quando 789 pessoas morreram nos três estados.
“O Sul do Brasil tem uma clima diferenciado e isso deve ser levado em conta. Claro que não vivemos a epidemia de 2009, mas o próprio Governo Federal admitiu que enviou menos da metade das vacinas daquela época”, disse Aguiar. Para o presidente, ainda que um lote extra de mais 200 mil doses chegue nesta semana, há um período de 15 dias para que o efeito se concretize. Por isso, é preciso prospectar o próximo ano. “Não podemos relaxar. A quantidade de vacinas foi baseada nos poucos casos de 2011, isso porque em 2010 estávamos ressabiados com a situação complicada vivenciada em 2009. Precisamos bem mais do que foi enviado, necessitamos de milhões de doses”, afirmou, sem precisar a quantidade exata. Com o lote esperado para quarta-feira, o Rio Grande do Sul soma 3,1 milhões de vacinas recebidas em 2012. FONTE AG BRASIL.
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