quarta-feira, 22 de junho de 2011

Assembleia do Cpers decide paralisar até que Piratini retire PacoTarso do Parlamento

Escolas da rede estadual devem ficar sem professor nos dias em que a matéria for a plenário

Cerca de 2,5 mil professores e servidores de escola aprovaram, no Ginásio do Gigantinho, a proposta de paralisar a rede pública estadual até que o governo gaúcho retire do Parlamento o chamado PacoTarso. O pacote de sustentabilidade financeira prevê reforma da previdência, com o aumento da alíquota de contribuição para os servidores de maior salário, além de limitar um percentual para o pagamento de pequenos precatórios e de criar taxa de inspeção veicular. O indicativo aprovado na assembleia-geral da categoria prevê paralisações sempre que o projeto entrar na Ordem do Dia para votação, na Assembleia Legislativa. A partir de segunda-feira (28), o pacote tranca a pauta do Parlamento, impedindo que qualquer outro projeto seja votado até que a matéria seja analisada.

O magistério ainda decidiu seguir pressionando os parlamentares, mandando cartas, emails e telegramas, para que rejeitem o pacote. O Cpers também planeja vigílias em frente ao Palácio Piratini e atos nas cidades em que os deputados tenham base eleitoral.

O sindicato também definiu o slogan de uma campanha para cobrar o pagamento, pelo Piratini, o piso nacional do magistério: "Tarso Governo Fora da Lei", numa ilusão ao não-cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, que estipulou a validade do piso de imediato, para todo o território nacional. O governo gaúcho disse que a meta é alcançar o valor dentro de quatro anos. Hoje, um professor da rede estadual recebe R$ 790 para um contrato de 40 horas por semana. O piso nacional requerido pelo Cpers é de quase R$ 1,5 mil.



Fonte: Ronaldo Berwanger / Rádio Guaíba

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